Sábado, 27 de Outubro de 2007
Ministros da UE aprovam propostas para reduzir escassez da água

Os ministros do Ambiente da UE aprovam na próxima semana um conjunto de propostas para reduzir o impacto da escassez da água na Europa, entre elas a possibilidade de criar um Observatório Europeu de Seca e Desertificação.

 

A criação do Observatório Europeu de Seca foi uma das medidas defendidas na reunião informal dos ministros europeus do Ambiente, que se realizou em Setembro, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia (UE).

A implementação desta medida foi considerada pelos titulares europeus da pasta do Ambiente como sendo «importante» e capaz de criar condições para «aumentar o conhecimento e as capacidades» da UE para lidar com este fenómeno.

 

De acordo com fontes diplomáticas espanholas citadas hoje pela agência de notícias EFE, o Conselho do Ambiente dos 27, que se realiza na próxima terça-feira no Luxemburgo, vai adoptar pela primeira vez conclusões que incluem a falta de água e a seca na agenda política da UE.

As mesmas fontes adiantaram que um relatório a ser apresentado pelos ministros responde à pressão levada a cabo desde 2005 por um grupo de países encabeçados por Portugal, Espanha e Itália, para que os 27 adoptem medidas face um problema que «tem vindo a aumentar tanto em intensidade como em frequência nos últimos anos».

O documento lembra que a seca, fenómeno que recentemente tem afectado todos os Estados-membros da UE embora a níveis distintos, e que tende a agravar-se devido às alterações climáticas, afectou em 2003 mais de 100 milhões de habitantes dos 27 e cerca de um terço do seu território.

 

A adopção de leis específicas e a criação do Observatório são algumas das medidas previstas no relatório, no entanto, as fontes diplomáticas precisaram que os ministros devem esgotar as possibilidades da Directiva Quadro da Água (DQA), que regula os planos de gestão das bacias hidrográficas.

 

Esses planos «deveriam ter devidamente em conta o equilíbrio entre a oferta e a procura», lê-se no documento, que afirma que a oferta de água «pode consistir em opções tradicionais ou alternativas, incluindo por exemplo a reutilização de águas residuais ou a desalinização».

De acordo com o documento, a escassez de recursos hídricos deve-se sobretudo a uma gestão ineficaz, pelo que este sublinha a necessidade «de reduzir as perdas através de filtrações e desenvolver campanhas de sensibilização sobre o problema», indicaram as fontes.

 

De acordo com as fontes diplomáticas, espera-se que o documento com as medidas seja aprovado «sem problemas».

In jornal Sol



publicado por H2O às 21:44
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