Quinta-feira, 3 de Abril de 2008
Visita à ETAR S. Pedro do Sul / Vouzela
No passado dia 25 de Fevereiro, visitámos a ETAR de S. Pedro do Sul/ Vouzela, que fica para além das Termas, na direcção de Vouzela. A entrada não era muito vistosa e o caminho era estreito, sinuoso e sempre a descer em direcção à ETAR. Quando lá chegamos reparámos que o rio Vouga serpenteava ao fundo inserido numa paisagem de grande beleza. A sua sonoridade chegava até nós.
Esta ETAR foi construída em 1998 embora funcione desde 2001.
Tivemos por guia duas Técnicas, Engenheiras do Ambiente que nos explicaram o funcionamento e utilidade da ETAR: Como se processavam as várias etapas de tratamento das águas residuais provenientes dos dois concelhos e a sua importância para a preservação do meio ambiente.
A ETAR é composta por um conjunto de tanques; sendo o primeiro denominado decantador primário; um segundo tanque onde estão presentes biodiscos; um tanque digestor de lamas; vários leitos de secagem e um reservatório.
As águas de S. Pedro do Sul chegam à ETAR por bombagem, devido a esta se situar numa encosta de cota mais elevada que a Vila e as Termas, enquanto que as águas de Vouzela chegam por gravidade devido à sua localização geográfica que é mais elevada que a ETAR.
No início do processo, a água passa por umas grelhas que retêm os resíduos de grandes dimensões. Após esta passagem a água é bombeada para o decantador primário onde a parte sólida é separada da parte líquida, uma vez que a parte sólida afunda enquanto que a parte liquida fica a superfície, devido á gravidade. Neste tanque a água emanava um cheiro desagradável e uma cor verde acastanhada. A parte líquida do tanque primário é encaminhada para um segundo tanque onde estão presentes três gigantescos “biodiscos” semelhantes a favos de abelhas com microrganismos aeróbios e anaeróbios, que vão decompor os produtos orgânicos. A volta dos discos cria-se um biofilme de cor escura que aparenta ter textura grossa e viscosa. A água já tratada é armazenada num terceiro tanque, onde já se apresenta com maior grau de limpidez e transparência, sendo posteriormente lançada para o rio.
As lamas provenientes do decantador primário são encaminhadas para um digestor, e posteriormente para os leitos de secagem.
O meio natural envolvente apresentava uma densa vegetação verde, com a paisagem rasgada pelo rio Vouga e para contrastar, fazia-se sentir um cheiro desagradável, proveniente das águas residuais.
Uma vez que a ETAR se encontra isolada das populações, o cheiro raramente é sentido fora do ambiente local e porque a existência desta, permite o tratamento de uma porção da água residual proveniente do nosso concelho que, caso contrário, seria lançada directamente para o rio, faz-nos pensar que o balanço da sua existência é positivo.
Pudemos constatar que não se trata de uma estação perfeita, uma vez que nos foi possível testemunhar algumas características que podiam ser melhoradas ou deveriam ter sido pensadas a quando da construção. Apenas a título de exemplo podemos referir

o facto de o decantador primário ser mais alto que os outros decantadores o que faz com que haja mais gastos, pois necessita de uma estação elevatória.



publicado por H2O às 09:06
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