Terça-feira, 29 de Abril de 2008
A Impermeabilidade dos Solos

No passado dia 9 de Abril, devido à elevada pluviosidade que se fez sentir,

a água das chuvas transpôs as barreiras arquitectónicas existentes para a conduzir e espalhou-se por todo o espaço exterior da nossa escola. A água era tanta que cobriu as escadas de acesso ao bloco B, proporcionando um efeito mais vulgar nos rios ou ribeiros do que nas nossas escadas. O acesso por estas ficou impedido durante algum tempo.

O facto de a pluviosidade ser abundante num curto espaço de tempo não traz, ao contrário do que o saber empírico possa afirmar, benefícios para a qualidade do solo. Com as chuvas abundantes, o solo não consegue absorver tanta quantidade de água num espaço de tempo tão curto, o que vai fazer com que a água escorra pelos solos lavando-os das suas partículas superficiais e provocando a lixiviação dos solos, tornando-os mais estéreis.

Um exemplo objectivo deste fenómeno é o facto dos solos que foram sujeitos a incêndios e depois submetidos a intensa pluviosidade, apresentarem uma vegetação escassa ou mesmo ausência dela. Este aspecto deve-se ao facto de depois do incêndio o solo ficar exposto e como tal ficar muito vulnerável. As cinzas que o cobrem e o facto de a manta morta e a cobertura vegetal terem sido destruídas contribui de forma decisiva para o efeito demolidor que a pluviosidade tem nestes espaços. Obviamente que se a pluviosidade for abundante pode arrastar uma grande camada superficial que contem as sementes, reduzindo-lhe assim a oportunidade de se refazer.

Tanto os incêndios como a desflorestação provocam ausência de vegetação no solo, ficando assim a sua capacidade de estabilização reduzida, pois é com a ajuda destas raízes que se cria um efeito de reforço do solo, principalmente nas zonas de vertente. Nestas zonas a ausência de vegetação é muito grave pois pode provocar movimentos em massa tão violentos, que arrastam tudo o que encontram à sua frente.

Nos espaços urbanos, verifica-se com mais facilidade a exuberância de algumas cheias porque o solo nestes espaços é mais impermeável devido á existência de estruturas criadas pelo homem, tal como estradas e calçadas, que normalmente são constituídas por materiais com reduzida ou nula permeabilidade. A água das chuvas irá assim percorrer com mais abundância as ruas com maior declive, indo parar aos rios ou noutra perspectiva agravada, provocar inundações das ruas e das habitações situadas em zonas ribeirinhas ou muito baixas, com todos os danos que isso possa implicar. 

Esta impermeabilidade afecta também os recursos hídricos subterrâneos. Uma vez que a água superficial não se vai infiltrar no solo, também não irá aumentar o volume dos lençóis freáticos e como consequência, irão sofrer uma morte lenta devido à redução gradual da reposição da água explorada pelo homem, levando em alguns casos ao aumento da escassez de água nas épocas do ano em que as temperaturas são mais elevadas.

Infelizmente o homem não tem meios capazes de controlar esta força da Natureza e impedir assim algumas consequências destas chuvas; tal como inundações das habitações; a esterilidade do solo ou até mesmo a seca em algumas regiões. Contudo temos de ter em atenção que estes exageros por parte das forças da natureza têm vindo a aumentar nos últimos anos, consequência da negligência do homem, pois ele tem contribuído em muito para a degradação do equilíbrio ambiental, mostrando que a expressão “cada um colhe aquilo que semeia” se aplica neste contexto.

  

 



publicado por H2O às 19:18
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Dia mundial da água
No dia 13 de Março de 2008 resolvemos dar o nosso contributo para a comemoração do dia mundial da água. Em boa verdade, aquele, só é comemorado no dia 22, mas como esse dia coincide com a interrupção lectiva da Páscoa e os Alunos se encontram fora da Escola, tomámos a iniciativa antecipada, de alertar toda a comunidade para a importância da preservação de tão valioso recurso.
Utilizámos uns expositores disponíveis no pavilhão Polivalente da Escola e elaborámos um arranjo, com referências estatísticas, frases alusivas á água e algumas fotografias captadas por nós em alguns cursos de água que serpenteiam pela região.
Com um objectivo semelhante criámos uma apresentação multimédia que projectámos num ecrã. Esta apresentação, com várias imagens que ilustram a beleza da região de Lafões, foi acompanhada por um ambiente musical adequado.
Foi com grande prazer e algum orgulho no trabalho efectuado que vimos diversos Professores, entusiasmados pela beleza dos locais fotografados, a querer participar, dando opiniões e propondo-se para ajudar e ou contribuir com outras imagens de igual beleza.
Houve também uma imensa aceitação por parte dos Funcionários e Alunos que nos abordavam, felicitando-nos pela ideia e pelas bonitas imagens mostrando assim a sua concordância com a importância da divulgação dos nossos recursos, em especial da água.
Gostaríamos que esta nossa iniciativa tivesse algum impacto na forma de olhar o ambiente por parte das pessoas a quem conseguimos chegar. Sabemos que não é fácil mudar costumes ou mobilizar populações para uma causa que é de todos, mas, se fizemos alguém reflectir sobre as suas atitudes “ingénuas” perante a preservação do meio ambiente e induzimos alguma modificação de comportamento ainda que pequena, mas consciente, então teremos de fazer um balanço francamente positivo da actividade.


publicado por H2O às 11:03
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008
Estação de recolha de Água de S. Pedro do Sul
Durante a saída de campo realizada visitámos uma das estações de recolha de água para abastecimento da população de S. Pedro do Sul, situada na margem do rio Sul.
O acesso ao local é feito por um caminho de terra batida e muito sinuoso.
Na estação de recolha de águas vivia-se um ambiente calmo, sereno, ouvia-se a sonoridade do rio, apenas perturbada por uma ou outra ave que por ali se encontrava.
Neste local de captação existe um pequeno edifício onde estão colocadas todas as máquinas necessárias para neste caso iniciar o processo de tratamento da água para consumo público.
 A captação de água é feita directamente no rio, sendo depois filtrada através de drenos e de brita. Posteriormente é encaminhada para um tanque onde existem dois filtros (de areia e carvão). Após esta passagem é bombeada para os reservatórios (situados em Cotos e em Cotães) onde lhe é adicionado cloro para depois ser fornecida à população.
A água recolhida nesta captação abastece apenas a vila de S. Pedro do Sul, existindo outros locais de recolha para os sítios onde esta não chega.
Aparentemente o concelho faz um controlo da água segundo a legislação vigente; são feitas mensalmente análises microbiológicas; quatro vezes por ano uma análise à quantidade de amoníaco e anualmente aos pesticidas. A água para estas análises é recolhida a partir da torneira do consumidor.
Pensamos que para a dimensão deste Concelho, as instalações de recolha deveriam ter uma outra dimensão, para abastecer eficazmente a população. Foi-nos dito que se prevê a construção de uma grande captação de água na futura barragem de Pinhosão. Esta construção está prevista para 2010 e irá abastecer todo o concelho com excepção de Covas do Rio e Manhouce, uma vez que se encontram muito distanciadas e o percurso é montanhoso, sendo necessário um grande investimento.


publicado por H2O às 09:14
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Visita à ETAR S. Pedro do Sul / Vouzela
No passado dia 25 de Fevereiro, visitámos a ETAR de S. Pedro do Sul/ Vouzela, que fica para além das Termas, na direcção de Vouzela. A entrada não era muito vistosa e o caminho era estreito, sinuoso e sempre a descer em direcção à ETAR. Quando lá chegamos reparámos que o rio Vouga serpenteava ao fundo inserido numa paisagem de grande beleza. A sua sonoridade chegava até nós.
Esta ETAR foi construída em 1998 embora funcione desde 2001.
Tivemos por guia duas Técnicas, Engenheiras do Ambiente que nos explicaram o funcionamento e utilidade da ETAR: Como se processavam as várias etapas de tratamento das águas residuais provenientes dos dois concelhos e a sua importância para a preservação do meio ambiente.
A ETAR é composta por um conjunto de tanques; sendo o primeiro denominado decantador primário; um segundo tanque onde estão presentes biodiscos; um tanque digestor de lamas; vários leitos de secagem e um reservatório.
As águas de S. Pedro do Sul chegam à ETAR por bombagem, devido a esta se situar numa encosta de cota mais elevada que a Vila e as Termas, enquanto que as águas de Vouzela chegam por gravidade devido à sua localização geográfica que é mais elevada que a ETAR.
No início do processo, a água passa por umas grelhas que retêm os resíduos de grandes dimensões. Após esta passagem a água é bombeada para o decantador primário onde a parte sólida é separada da parte líquida, uma vez que a parte sólida afunda enquanto que a parte liquida fica a superfície, devido á gravidade. Neste tanque a água emanava um cheiro desagradável e uma cor verde acastanhada. A parte líquida do tanque primário é encaminhada para um segundo tanque onde estão presentes três gigantescos “biodiscos” semelhantes a favos de abelhas com microrganismos aeróbios e anaeróbios, que vão decompor os produtos orgânicos. A volta dos discos cria-se um biofilme de cor escura que aparenta ter textura grossa e viscosa. A água já tratada é armazenada num terceiro tanque, onde já se apresenta com maior grau de limpidez e transparência, sendo posteriormente lançada para o rio.
As lamas provenientes do decantador primário são encaminhadas para um digestor, e posteriormente para os leitos de secagem.
O meio natural envolvente apresentava uma densa vegetação verde, com a paisagem rasgada pelo rio Vouga e para contrastar, fazia-se sentir um cheiro desagradável, proveniente das águas residuais.
Uma vez que a ETAR se encontra isolada das populações, o cheiro raramente é sentido fora do ambiente local e porque a existência desta, permite o tratamento de uma porção da água residual proveniente do nosso concelho que, caso contrário, seria lançada directamente para o rio, faz-nos pensar que o balanço da sua existência é positivo.
Pudemos constatar que não se trata de uma estação perfeita, uma vez que nos foi possível testemunhar algumas características que podiam ser melhoradas ou deveriam ter sido pensadas a quando da construção. Apenas a título de exemplo podemos referir

o facto de o decantador primário ser mais alto que os outros decantadores o que faz com que haja mais gastos, pois necessita de uma estação elevatória.



publicado por H2O às 09:06
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