Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
Águas Subterrâneas:

    

As águas subterrâneas são um recurso natural indispensável para a vida e para a integridade dos ecossistemas, representando mais de 95% das reservas de água doce exploráveis do globo terrestre.

 

As águas subterrâneas resultam da infiltração da água proveniente da precipitação e dos rios, formando os lençóis freáticos.

Para a captação das águas subterrâneas, utilizadas normalmente para a rega de pequenos terrenos ou consumo doméstico, recorre-se a diversas estruturas como poços e furos artesianos.

A água subterrânea, que possa ser utilizada para consumo doméstico, é cada vez mais escassa á medida que a população, a indústria e a agricultura se expandem.

Ao contrário dos rios e dos lagos, estas reservas uma vez contaminadas, o seu estado é quase irreversível, pois a água subterrânea não recebe oxigénio atmosférico e a sua capacidade de auto purificação é muito baixa.

 

A poluição das águas subterrâneas na nossa região deve-se essencialmente ao uso intensivo de adubos e pesticidas em actividades agrícolas, à deposição de resíduos industriais sólidos e líquidos, deposição de lixos urbanos e aterros, deposição de dejectos de animais resultantes da actividade agropecuária e construção incorrecta de fossas sépticas.

A construção incorrecta de fossas sépticas deve-se muitas vezes á falta de saneamento básico nas localidades rurais.

A construção de saneamento necessita de um elevado investimento em obras e constantes melhoramentos, o que faz com que muitas vezes este tipo de estruturas seja inexistente ou pouco eficaz.

A falta de saneamento nos meios rurais leva à construção de fossas sépticas feitas no local, o que aumenta o risco de contaminação das águas subterrâneas.

Uma alternativa para evitar este tipo de contaminação é o uso de fossas sépticas pré-fabricadas, na medida em que são uma mais valia no combate a doenças e contaminação da água, pois evitam o lançamento de dejectos humanos directamente em rios, lagos ou mesmo na superfície do solo.

Em suma, a captação de água subterrânea para aumentar o fornecimento de água deveria ser evitada a todo o custo – a menos que se garanta que o lençol freático de onde se tira a água seja reabastecido. Como a água subterrânea se mantém fora do alcance das nossas vistas, pode-se tornar contaminada gradualmente, sem despertar a nossa atenção, sendo muitas vezes tarde de mais para reverter o dano causado pela poluição.

Assim, a única abordagem racional é evitar a contaminação.



publicado por H2O às 13:03
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2 comentários:
De Tiago Ferreira a 21 de Fevereiro de 2008 às 19:55
Serve o presente comentário para concordar com a mensagem anterior, dado que existem no mercado soluções pré-fabricadas (produzidas em Portugal e não importadas) com eficiências de tratamento muito superiores às fossas anaeróbias convencionais (de betão), mas nunca tão grandes quanto as atingidas em instalações de grande monte, vilgo ETARS municipais ou multimunicipais.

O grande problema actualmente reside na selecção e instalação dessas fossas. Quando a loja de materiais diz que a fossa é adequada para 5/6 habitantes equivalentes p.ex., a informação é incorrecta, pois na base do dimensionamento dos equipamentos, encontram-se capitações muito inferiores às verificadas actualmente no país. Por isso, e como se pretende atingir um determinado nível de tratamento, deve sempre sobredimensionar-se o equipamento e escolher o seguinte, que tem uma capacidade superior. Relativamente à instalação, há pelo país fora muitos construtores civis, que não prevêem determinados procedimentos e materiais complementares na instalação. Regra geral, a fossa, apesar de reforçada e bem pelo fabricante, ou adorna e desconjunta-se a tubuladora de saída criando depressões no terreno, ou parte por não ter sustento nos lados, ou por não ter uma base nivelada. Partindo-se, deixa de haver tratamento, e lá estão os aquíferos a serem contaminados por fontes difusas, impossíveis de detectar pelas autoridades, e quem paga é o contribuinte, porque no sistema de tratamento de água para distribuição, ter-se-á que gastar mais reagentes e energia para remover os contaminantes.

Apesar de pertencer a uma empresa que contrói piscinas, temos vindo a instalar alguns equipamentos como as fossas pré-fabricadas em residências não servidas pela rede, e até hoje, como uma boa dose de sensibilização ao cliente, conseguimos que as fossas se mantenham intactas e em funcionamento perfeito (muito por força da manutenção anual que também tem que se fazer).

Se alguém tiver dúvidas quanto a selecção e instalação destes equipamentos, pode contactar-me para o 969795731.

In dubio pro ambiente.

Tiago Ferreira, Eng.º


De H2O a 26 de Fevereiro de 2008 às 18:21
Obrigado pela visita e pelo comentário...


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