Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Preservação dos lençóis freáticos

 

Durante o século XX, a população mundial triplicou. Face a este desenvolvimento exponencial da espécie humana, é cada vez mais frequente a existência de graves problemas a nível global que comprometem a promoção de um desenvolvimento sustentável. Um dos problemas que certamente comprometerá o futuro da espécie humana é a poluição das águas.

As águas subterrâneas integram a componente que não é directamente observada pelo ser humano e também a mais lenta do ciclo hidrológico. Muitas vezes, quando ouvimos falar na contaminação das águas, surge logo a imagem de que algo de grave ocorreu na água que existe à superfície. No entanto, da pouca água doce disponível (aproximadamente 3%), 30% são águas subterrâneas. Na nossa região, as águas subterrâneas são exploradas utilizando poços e furos artesianos, maioritariamente para uso privado. Muitas vezes, esta exploração torna-se abusiva, devido à falta de controlo no que diz respeito à abertura e exploração dos furos, contribuindo para uma diminuição de volume dos aquíferos.

A contaminação das águas subterrâneas deve-se, sobretudo, a actividades antrópicas como a agricultura e a pecuária, uma vez que são actividades de grande potencial nesta região. A contaminação resulta, essencialmente, do uso descontrolado de pesticidas, de esgotos domésticos e fossas sépticas.

Contrariamente ao que acontece com as linhas de água superficiais, as águas subterrâneas, quando contaminadas não conseguem auto-depurar-se (capacidade de recuperar rapidamente de descargas de matéria orgânica oxidável) de resíduos desagradáveis. A razão para isto acontecer deve-se ao facto de a água subterrânea ter um movimento muito lento, ter populações muito menores de bactérias decompositoras e ser fria, o que abranda a velocidade das reacções químicas de degradação de resíduos.

Os riscos para a saúde humana deste tipo de poluição são acrescidos devido ao facto da água subterrânea constituir a principal fonte de água para consumo humano directo. 

A gestão correcta das águas subterrâneas é fundamental para o Homem por isso, a ocupação do solo deve ter em conta uma eficaz política de ordenamento de território, uma vez que uma ocupação abusiva pode ter graves consequências para as águas subterrâneas e consequentemente para o Homem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos gentilmente cedidas por:  Riachho 

 



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Algumas Fotos dos Recursos Hídricos da Região

www.rockyou.com/show_my_gallery.php

 


publicado por H2O às 17:51
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Terça-feira, 29 de Abril de 2008
A Impermeabilidade dos Solos

No passado dia 9 de Abril, devido à elevada pluviosidade que se fez sentir,

a água das chuvas transpôs as barreiras arquitectónicas existentes para a conduzir e espalhou-se por todo o espaço exterior da nossa escola. A água era tanta que cobriu as escadas de acesso ao bloco B, proporcionando um efeito mais vulgar nos rios ou ribeiros do que nas nossas escadas. O acesso por estas ficou impedido durante algum tempo.

O facto de a pluviosidade ser abundante num curto espaço de tempo não traz, ao contrário do que o saber empírico possa afirmar, benefícios para a qualidade do solo. Com as chuvas abundantes, o solo não consegue absorver tanta quantidade de água num espaço de tempo tão curto, o que vai fazer com que a água escorra pelos solos lavando-os das suas partículas superficiais e provocando a lixiviação dos solos, tornando-os mais estéreis.

Um exemplo objectivo deste fenómeno é o facto dos solos que foram sujeitos a incêndios e depois submetidos a intensa pluviosidade, apresentarem uma vegetação escassa ou mesmo ausência dela. Este aspecto deve-se ao facto de depois do incêndio o solo ficar exposto e como tal ficar muito vulnerável. As cinzas que o cobrem e o facto de a manta morta e a cobertura vegetal terem sido destruídas contribui de forma decisiva para o efeito demolidor que a pluviosidade tem nestes espaços. Obviamente que se a pluviosidade for abundante pode arrastar uma grande camada superficial que contem as sementes, reduzindo-lhe assim a oportunidade de se refazer.

Tanto os incêndios como a desflorestação provocam ausência de vegetação no solo, ficando assim a sua capacidade de estabilização reduzida, pois é com a ajuda destas raízes que se cria um efeito de reforço do solo, principalmente nas zonas de vertente. Nestas zonas a ausência de vegetação é muito grave pois pode provocar movimentos em massa tão violentos, que arrastam tudo o que encontram à sua frente.

Nos espaços urbanos, verifica-se com mais facilidade a exuberância de algumas cheias porque o solo nestes espaços é mais impermeável devido á existência de estruturas criadas pelo homem, tal como estradas e calçadas, que normalmente são constituídas por materiais com reduzida ou nula permeabilidade. A água das chuvas irá assim percorrer com mais abundância as ruas com maior declive, indo parar aos rios ou noutra perspectiva agravada, provocar inundações das ruas e das habitações situadas em zonas ribeirinhas ou muito baixas, com todos os danos que isso possa implicar. 

Esta impermeabilidade afecta também os recursos hídricos subterrâneos. Uma vez que a água superficial não se vai infiltrar no solo, também não irá aumentar o volume dos lençóis freáticos e como consequência, irão sofrer uma morte lenta devido à redução gradual da reposição da água explorada pelo homem, levando em alguns casos ao aumento da escassez de água nas épocas do ano em que as temperaturas são mais elevadas.

Infelizmente o homem não tem meios capazes de controlar esta força da Natureza e impedir assim algumas consequências destas chuvas; tal como inundações das habitações; a esterilidade do solo ou até mesmo a seca em algumas regiões. Contudo temos de ter em atenção que estes exageros por parte das forças da natureza têm vindo a aumentar nos últimos anos, consequência da negligência do homem, pois ele tem contribuído em muito para a degradação do equilíbrio ambiental, mostrando que a expressão “cada um colhe aquilo que semeia” se aplica neste contexto.

  

 



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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Dia mundial da água
No dia 13 de Março de 2008 resolvemos dar o nosso contributo para a comemoração do dia mundial da água. Em boa verdade, aquele, só é comemorado no dia 22, mas como esse dia coincide com a interrupção lectiva da Páscoa e os Alunos se encontram fora da Escola, tomámos a iniciativa antecipada, de alertar toda a comunidade para a importância da preservação de tão valioso recurso.
Utilizámos uns expositores disponíveis no pavilhão Polivalente da Escola e elaborámos um arranjo, com referências estatísticas, frases alusivas á água e algumas fotografias captadas por nós em alguns cursos de água que serpenteiam pela região.
Com um objectivo semelhante criámos uma apresentação multimédia que projectámos num ecrã. Esta apresentação, com várias imagens que ilustram a beleza da região de Lafões, foi acompanhada por um ambiente musical adequado.
Foi com grande prazer e algum orgulho no trabalho efectuado que vimos diversos Professores, entusiasmados pela beleza dos locais fotografados, a querer participar, dando opiniões e propondo-se para ajudar e ou contribuir com outras imagens de igual beleza.
Houve também uma imensa aceitação por parte dos Funcionários e Alunos que nos abordavam, felicitando-nos pela ideia e pelas bonitas imagens mostrando assim a sua concordância com a importância da divulgação dos nossos recursos, em especial da água.
Gostaríamos que esta nossa iniciativa tivesse algum impacto na forma de olhar o ambiente por parte das pessoas a quem conseguimos chegar. Sabemos que não é fácil mudar costumes ou mobilizar populações para uma causa que é de todos, mas, se fizemos alguém reflectir sobre as suas atitudes “ingénuas” perante a preservação do meio ambiente e induzimos alguma modificação de comportamento ainda que pequena, mas consciente, então teremos de fazer um balanço francamente positivo da actividade.


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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008
Estação de recolha de Água de S. Pedro do Sul
Durante a saída de campo realizada visitámos uma das estações de recolha de água para abastecimento da população de S. Pedro do Sul, situada na margem do rio Sul.
O acesso ao local é feito por um caminho de terra batida e muito sinuoso.
Na estação de recolha de águas vivia-se um ambiente calmo, sereno, ouvia-se a sonoridade do rio, apenas perturbada por uma ou outra ave que por ali se encontrava.
Neste local de captação existe um pequeno edifício onde estão colocadas todas as máquinas necessárias para neste caso iniciar o processo de tratamento da água para consumo público.
 A captação de água é feita directamente no rio, sendo depois filtrada através de drenos e de brita. Posteriormente é encaminhada para um tanque onde existem dois filtros (de areia e carvão). Após esta passagem é bombeada para os reservatórios (situados em Cotos e em Cotães) onde lhe é adicionado cloro para depois ser fornecida à população.
A água recolhida nesta captação abastece apenas a vila de S. Pedro do Sul, existindo outros locais de recolha para os sítios onde esta não chega.
Aparentemente o concelho faz um controlo da água segundo a legislação vigente; são feitas mensalmente análises microbiológicas; quatro vezes por ano uma análise à quantidade de amoníaco e anualmente aos pesticidas. A água para estas análises é recolhida a partir da torneira do consumidor.
Pensamos que para a dimensão deste Concelho, as instalações de recolha deveriam ter uma outra dimensão, para abastecer eficazmente a população. Foi-nos dito que se prevê a construção de uma grande captação de água na futura barragem de Pinhosão. Esta construção está prevista para 2010 e irá abastecer todo o concelho com excepção de Covas do Rio e Manhouce, uma vez que se encontram muito distanciadas e o percurso é montanhoso, sendo necessário um grande investimento.


publicado por H2O às 09:14
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Visita à ETAR S. Pedro do Sul / Vouzela
No passado dia 25 de Fevereiro, visitámos a ETAR de S. Pedro do Sul/ Vouzela, que fica para além das Termas, na direcção de Vouzela. A entrada não era muito vistosa e o caminho era estreito, sinuoso e sempre a descer em direcção à ETAR. Quando lá chegamos reparámos que o rio Vouga serpenteava ao fundo inserido numa paisagem de grande beleza. A sua sonoridade chegava até nós.
Esta ETAR foi construída em 1998 embora funcione desde 2001.
Tivemos por guia duas Técnicas, Engenheiras do Ambiente que nos explicaram o funcionamento e utilidade da ETAR: Como se processavam as várias etapas de tratamento das águas residuais provenientes dos dois concelhos e a sua importância para a preservação do meio ambiente.
A ETAR é composta por um conjunto de tanques; sendo o primeiro denominado decantador primário; um segundo tanque onde estão presentes biodiscos; um tanque digestor de lamas; vários leitos de secagem e um reservatório.
As águas de S. Pedro do Sul chegam à ETAR por bombagem, devido a esta se situar numa encosta de cota mais elevada que a Vila e as Termas, enquanto que as águas de Vouzela chegam por gravidade devido à sua localização geográfica que é mais elevada que a ETAR.
No início do processo, a água passa por umas grelhas que retêm os resíduos de grandes dimensões. Após esta passagem a água é bombeada para o decantador primário onde a parte sólida é separada da parte líquida, uma vez que a parte sólida afunda enquanto que a parte liquida fica a superfície, devido á gravidade. Neste tanque a água emanava um cheiro desagradável e uma cor verde acastanhada. A parte líquida do tanque primário é encaminhada para um segundo tanque onde estão presentes três gigantescos “biodiscos” semelhantes a favos de abelhas com microrganismos aeróbios e anaeróbios, que vão decompor os produtos orgânicos. A volta dos discos cria-se um biofilme de cor escura que aparenta ter textura grossa e viscosa. A água já tratada é armazenada num terceiro tanque, onde já se apresenta com maior grau de limpidez e transparência, sendo posteriormente lançada para o rio.
As lamas provenientes do decantador primário são encaminhadas para um digestor, e posteriormente para os leitos de secagem.
O meio natural envolvente apresentava uma densa vegetação verde, com a paisagem rasgada pelo rio Vouga e para contrastar, fazia-se sentir um cheiro desagradável, proveniente das águas residuais.
Uma vez que a ETAR se encontra isolada das populações, o cheiro raramente é sentido fora do ambiente local e porque a existência desta, permite o tratamento de uma porção da água residual proveniente do nosso concelho que, caso contrário, seria lançada directamente para o rio, faz-nos pensar que o balanço da sua existência é positivo.
Pudemos constatar que não se trata de uma estação perfeita, uma vez que nos foi possível testemunhar algumas características que podiam ser melhoradas ou deveriam ter sido pensadas a quando da construção. Apenas a título de exemplo podemos referir

o facto de o decantador primário ser mais alto que os outros decantadores o que faz com que haja mais gastos, pois necessita de uma estação elevatória.



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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
A nossa rede hidrográfica

       

 

Rede hidrográfica é o nome que se dá ao conjunto formado pelo rio principal, e por todos os seus afluentes e subafluentes.

 

 

No nosso concelho existem três rios principais: Vouga, Sul e Trouço.  A sua trajectória está representada no mapa (em cima).

O rio Vouga entra no nosso concelho na freguesia de Rio de Mel, passando para o concelho de Oliveira de Frades na freguesia de Valadares.

O rio Sul, nasce na freguesia de Sul, juntando-se ao rio Vouga em S. Pedro do Sul, mais concretamente na Ponte.

O rio Trouço tem o percurso mais curto no concelho e junta-se ao rio Vouga em S. Pedro do Sul.

 

Estes três rios principais possuem uma vasta rede de afluentes como o Rio Varoso ou a Ribeira da Ladeira (Santa Cruz da Trapa), rio de Águas Frias (entre Sul e Vila Maior), Ribeira de Pinho, entre outros.

 

 Também, no limiar do nosso concelho, S. Martinho das Moitas, passa o Rio Paiva, que apesar de não ser afluente dos nossos rios principais é, outra linha de água importante neste local.

 

 

 

 

 


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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Campanha dos Nossos Colegas

                                                          

O blogue Herbário durante 2008 vai oferecer sementes de azevinhos a quem estiver interessado. Assim poderemos todos contribuir de forma simples para a preservação de plantas autóctones. Aos interessados pedimos que enviem uma mensagem para o nosso e-mail, adubinhos@hotmail.com, com a vossa morada. Participe, semeando azevinhos em vasos que depois poderá transplantar para o seu quintal! Informamos que as sementes são recolhidas de azevinhos de jardim e não pretendemos de forma alguma infringir ou desrespeitar a legislação que protege os azevinhos selvagens. Muito obrigado por colaborar, pensamos que estas pequenas iniciativas, juntas, farão a diferença no futuro!



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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
Saída de Campo

No passado dia 14 de Janeiro, visitamos o departamento de planeamento e do ambiente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, com o objectivo de esclarecer algumas dúvidas.

Começamos a nossa visita pelo departamento de planeamento, onde nos foram esclarecidos vários pontos em relação ao PDM (Planos Directores Municipais), entre os quais a construção de novas vias e novos edifícios, tendo em conta o impacto ambiental, o relevo, os recursos naturais e o desenvolvimento sustentado da vila.

Apercebemo-nos que as tarefas idealizadas para renovar e inovar a nossa vila são boas, no entanto, muitas vezes não existem condições económicas ou há discórdias entre os projectos da Câmara e os interesses dos munícipes.

           

Quando passamos ao departamento ambiental, ficamos logo desapontados ao sabermos que não existiam métodos para gerir os recursos hídricos, havendo “descargas de emergência” para os rios. Estas descargas devem-se sobretudo à não existência de uma estação de tratamento de águas no concelho.

Em relação à falta de saneamento foi-nos dito que apenas 40% do concelho tem esse “privilégio”. Assim, concluímos que mais de metade da população ainda não tem estas condições, estando prevista a implementação de saneamento básico em todo o concelho apenas para 2013.

No final da nossa visita, através das informações que nos foram cedidas concluímos que apesar de a água no nosso concelho ser um recurso abundante e essencial, infelizmente não é considerado como tal pois pelo que conseguimos apurar não é englobado nos futuros planos de desenvolvimento do concelho como potencial fonte de sustentabilidade.   

 



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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
Autópsia ao rio Vouga

Várias entidades ambientalistas afirmam que estamos a destruir a terra. As mentes mais iluminadas do planeta confirmam que ao contaminar as águas dos rios, estamos a destruir um recurso fundamental.

A mandatária, para os recursos mais desfavorecidos, assegura que os nossos rios nem estão muito poluídos. Ali existem apenas alguns pneus encalhados nas margens, pequenos esgotos domésticos a serem desaguados, alguns plásticos que ninguém sabe de onde vieram e uma ligeira espuma branca, que fica sempre a condizer com as águas sombrias.

Neste mundo de faz de conta, vamos também imaginar …

Dizem que os rios estão a ser bastante ameaçados - em risco de morrer. E se o nosso rio Vouga e afluentes morressem mesmo, a quem iríamos pedir responsabilidades?! -Á câmara, á industria, á população? - Ninguém sabe! A fim de apurar alguns factos, alguém teve a infeliz ideia de autopsiar o rio... o resultado não podia ser mais incoerente.

Como estamos em Portugal, e o que o nosso povo gosta é de ver questões polémicas serem discutidas, (mas não resolvidas porque devem ser discutidas novamente) foram solicitados para desvendar este crime, os nossos comentadores habituais: o criminologista, Xico Mata Flores, e o médico legista Pintassilgo da Costa. Este, depois de muita filosofia sem nexo, não aponta uma causa para tal desfecho, enquanto que, o nosso comentador habitual, Xico Mata Flores, após várias críticas estúpidas, pede a intervenção de um ambientalista, que afirma ter dados suficientes para demonstrar que o rio não terá sido vítima de um homicídio, mas sim de uma negligência grosseira, contra a nossa própria espécie, e contra todo o ecossistema.

A conclusão apresentada não podia ser diferente. O ser humano é o presumível culpado pelo homicídio do rio Vouga. A pena imposta pela Mãe Terra não vai ser nada leve, antes pelo contrário, esta, irá ser bastante pesada, pelo facto deste recurso agora escasso, não mais poder ser livremente aproveitado.

A nossa única hipótese é pedir recurso, ou seja, tentar atenuar a pena. Para isso devemos exigir, a todos sem excepção, o respeito pela natureza e a manutenção de um rio limpo e saudável. Não tenhamos ilusões, já que os únicos responsáveis por tudo isto, e no futuro as próximas vítimas, iremos ser todos nós.

Esta ideia pode ser no mínimo irónica ou absurda, mas não tanto assim, já que alguém tem que ser responsabilizado pela destruição deste recurso natural, que é bastante importante na nossa região. Não apenas a nível de saúde pública, mas também a nível turístico e económico. Ainda estamos a tempo de fazer alguma coisa. 

No meio de tudo isto, é triste verificar que os pescadores que tanto apreciam a natureza, andem a dar banho á minhoca, uma vez que agora, existem tantos peixes no rio como banhistas no Inverno.

 

Imagem: fishing on Penobscot, Steven Mulak



publicado por H2O às 11:08
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Negligência? Ou simples despudor…

No passado dia 6 de Novembro e no âmbito de um trabalho que pretendemos realizar, partimos à aventura por três dos rios que percorrem a nossa região – Vouga, Sul e Trouço. A ideia inicial era fazer uma recolha fotográfica, bem como inteirarmo-nos no local, das condições apresentadas por aqueles cursos de água.

 

Ao longo do percurso fomo-nos apercebendo, por um lado, do valioso património que possuímos a nível dos recursos hídricos, por outro vimos indícios suficientes para ficarmos com alguma preocupação relativa ao seu futuro, na eventualidade de nada ser feito para a sua preservação. Uma análise laboratorial poderia trazer muito mais dados objectivos sobre o verdadeiro estado dos rios; contudo e apenas na observação superficial é possível fazer-se um balanço do seu estado de degradação:

 

O Vouga apresenta já uma turvação considerável e em alguns pontos das suas margens apresenta resíduos, tais como plásticos, pneus de automóveis e outros detritos que foram ali abandonados ao longo do tempo. Havia também alguns tubos para sucção de água (pouco preocupante); já uns outros de maior calibre deixavam adivinhar descargas esporádicas…

O rio Trouço, é dos três o que aparenta melhor saúde, não apresentando grande turvação nem a mesma quantidade de resíduos provenientes da actividade humana.

O Sul apresenta uma pequena turvação, embora não sendo ainda demasiado pronunciada (menor que a do Vouga); esta situação pode agravar-se se não forem tomadas medidas para preservar e proteger as suas águas.

 

O ponto que nos permite uma percepção mais rigorosa da dimensão relativa do estado dos três rios foi a área onde eles se juntam, formando um só. Nesse ponto a água do Vouga, onde os outros desaguam, apresenta agora uma turvação muito mais visível, agravada em grande parte pelas descargas sanitárias de algumas habitações. Observámos também um pequeno ribeiro cujo cheiro nauseabundo impregnava o ar, mesmo a uma distância considerável. As suas águas apresentavam uma cor acinzentada, espuma e óleos lubrificantes provenientes das lavagens de automóveis e de resíduos de habitações. Estas águas vão desaguar directamente para o nosso rio, afectando não só as suas águas, mas também todos os seres vivos que delas dependem.

 

As fotografias efectuadas documentam uma realidade que não podemos nem devemos ignorar. Entristeceu-nos o facto de uma área ainda bonita poder vir a deixar de o ser e um agradável passeio a beira-rio, poder vir a transformar-se numa espécie de homenagem a negligência humana.

 

A água, o mais precioso dos líquidos e tema do nosso trabalho, vai ser a nossa preocupação e contamos usar as armas que conseguirmos reunir para lutar pela qualidade desta, porque sabemos que ao fazê-lo estamos a lutar por uma vida mais salutar. A ajuda de todos é imprescindível.

Vamos preservar a água!  

    

In jornal escolar “Pssst!!!”

 



publicado por H2O às 18:44
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Plano Nacional de Barragens

O Plano nacional de barragens com elevado potencial eléctrico (PNBEPH) engloba a construção de 10 barragens em todo o país, sendo uma delas em Pinhosão, freguesia de Pinho, concelho de S. Pedro do Sul.

O investimento neste plano é de 1.140 milhões de euros, pretendendo-se aumentar a capacidade hídrica instalada no país em mais 1.100MW.

Este plano tem por objectivo alcançar uma potência hídrica de 7 mil MW, aproveitando 67% do potencial hídrico do país.

        

A futura barragem de Pinhosão será de média dimensão, com um investimento de cerca de 109 milhões de euros e 77 mega watts (MW) de potência instalada. O rendimento energético anual desta será de 106 GWh. 

Com esta construção o rio Vouga passará a possuir duas barragens ao longo da sua extensão, uma em Pinhosão e outra em Ribeiradio (concelho de Oliveira de Frades).

Baseado em "Noticias de Lafões" (11/10/2007)



publicado por H2O às 11:59
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Águas Termais

Termas - S. Pedro do Sul

                                                         ( Fonte nas Termas de S. Pedro do Sul )

    

A água mineral natural das Termas de São Pedro do Sul apresenta-se francamente mineralizada (356 mg/l), com reacção muito alcalina (8,35 < pH < 9,00) e macia. Em termos iónicos designa-se por bicarbonatada sódica, carbonatada, fluoretada, sulfídratada sódica e fortemente silicatada.

* mineralização total – 303.4;

* sulfuração total -  22.8;

* Alcalinidade total – 23;

* Dureza - 0.8.

A exploração é feita em nascente artesiana “nascente termal” com um caudal de 10 L/s que emerge á superfície à temperatura de 68.7ºC com o pH de 8.89 a 18ºC.

A água mineral natural provém de um aquífero muito profundo, brotando naturalmente do interior da terra com elevada estabilidade físico-química e pureza biológica (total ausência de germes nocivos e patogénicos).

Nas Termas de São Pedro do Sul são conhecidas desde a antiguidade seis nascentes de água termal. Actualmente, os balneários podem ser abastecidos pela Nascente Tradicional (NT) e pelo Furo AC1 (Captação de 500 metros de profundidade), que se localizam a poucas dezenas de metros do Balneário Rainha D. Amélia, para sul. As duas captações em simultâneo têm a capacidade máxima, um total de 17 litros por segundo (61200 litros/hora, ou ainda 1 468 800 litros por dia).

Mas como a água termal é captada naturalmente quente, é preciso arrefece-la para poder ser aplicada nos tratamentos a cerca de 37ºC

A energia resultante deste arrefecimento, por um processo de permuta, é usada para fornecer a vários consumidores na zona das Termas. Actualmente esta energia é utilizada para aquecer o ambiente de algumas unidades hoteleiras e ainda os Balneários, bem como as águas sanitárias daquelas unidades.

 



publicado por H2O às 14:52
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
Processo de tratamento de efluentes

Existe vários processos na ETAR para tratar os efluentes que passam primeiramente pela gradagem, o desengorduramento, o desarenamento; seguido de um tratamento biológico de gorduras; de uma decantação lamelar e uma nitrificação/desnitrificação. A ETAR recebe os efluentes por intermédio de quatro contentores. Existe uma câmara de mistura onde se faz a junção das águas brutas que serão posteriormente dirigidas para um conjunto de grades com um sistema de limpeza automático. É graças a um transportador-compactador que os resíduos são extraídos e enviados para um contentor de armazenamento.

Þ    Pré-tratamento constituído por gradagem, desengorduramento e desarenamento:

 

A gradagem vai eliminar os resíduos, de modo a proteger a decantação lamelar situada a jusante. A medição do caudal é feita num canal Parshall através de ma sonda ultrasonica. Depois da gradagem, as aguas passam pelo desarenamento/desengordurante que se realizem juntos equipados com turbinas de difusão de ar e uma ponta raspadora e extractora de areias. Depois de realizar uma flutuação das matérias oleosas, há uma recolha automatizadas areias e das gorduras.

 

Þ    Tratamento Biológico de Gorduras:

 

Depois da recolha das gorduras no processo de desarenamento/desengordurante, essas são recolhidas num tanque onde elas serão degradas biologicamente. Este tratamento numa agitação que ira levar a homogeneização do efluente e o arejamento. Essa agitação permite a degradação de moléculas complexas (gorduras). O processo de tratamento biológico de gorduras dispõe de um ajuste de temperatura e de pH.

 

Þ    Decantação lamelar (Tratamento Primário):

 

Os efluentes resultantes do pré-tratamento são submetidos a uma decantação primária em duas unidades rectangulares, as lamas são raspadas do fundo e extraídas por bombagem pode haver uma adição de químicos.

 

Þ    Nitrificação/desnitrificação em baixo carga (Tratamento Secundário):

 

A degradação da matéria orgânica, assim como os nutrientes (azoto e fósforo), tem lugar nos tanques biológicos. Esses tanques são constituídos por duas zonas diferenciadas. A zona anóxica onde ocorre a desnitrificaçao e na zona aeróbia ocorre a nitrificaçao. A água é separada da biomassa nos decantadores, para clarificar a água e poder reutilizar a matéria viva para realimentar os tanques biológicos e para garantir que a massa de lamas corresponda à carga massica de funcionamento.

 

Þ    Desinfecção (Tratamento Terciário):

 

A desinfecção bacteriológica da água é feita por radiação ultravioleta.



publicado por H2O às 13:10
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Águas Subterrâneas:

    

As águas subterrâneas são um recurso natural indispensável para a vida e para a integridade dos ecossistemas, representando mais de 95% das reservas de água doce exploráveis do globo terrestre.

 

As águas subterrâneas resultam da infiltração da água proveniente da precipitação e dos rios, formando os lençóis freáticos.

Para a captação das águas subterrâneas, utilizadas normalmente para a rega de pequenos terrenos ou consumo doméstico, recorre-se a diversas estruturas como poços e furos artesianos.

A água subterrânea, que possa ser utilizada para consumo doméstico, é cada vez mais escassa á medida que a população, a indústria e a agricultura se expandem.

Ao contrário dos rios e dos lagos, estas reservas uma vez contaminadas, o seu estado é quase irreversível, pois a água subterrânea não recebe oxigénio atmosférico e a sua capacidade de auto purificação é muito baixa.

 

A poluição das águas subterrâneas na nossa região deve-se essencialmente ao uso intensivo de adubos e pesticidas em actividades agrícolas, à deposição de resíduos industriais sólidos e líquidos, deposição de lixos urbanos e aterros, deposição de dejectos de animais resultantes da actividade agropecuária e construção incorrecta de fossas sépticas.

A construção incorrecta de fossas sépticas deve-se muitas vezes á falta de saneamento básico nas localidades rurais.

A construção de saneamento necessita de um elevado investimento em obras e constantes melhoramentos, o que faz com que muitas vezes este tipo de estruturas seja inexistente ou pouco eficaz.

A falta de saneamento nos meios rurais leva à construção de fossas sépticas feitas no local, o que aumenta o risco de contaminação das águas subterrâneas.

Uma alternativa para evitar este tipo de contaminação é o uso de fossas sépticas pré-fabricadas, na medida em que são uma mais valia no combate a doenças e contaminação da água, pois evitam o lançamento de dejectos humanos directamente em rios, lagos ou mesmo na superfície do solo.

Em suma, a captação de água subterrânea para aumentar o fornecimento de água deveria ser evitada a todo o custo – a menos que se garanta que o lençol freático de onde se tira a água seja reabastecido. Como a água subterrânea se mantém fora do alcance das nossas vistas, pode-se tornar contaminada gradualmente, sem despertar a nossa atenção, sendo muitas vezes tarde de mais para reverter o dano causado pela poluição.

Assim, a única abordagem racional é evitar a contaminação.



publicado por H2O às 13:03
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